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domingo, 1 de setembro de 2013

Globo Rural destaca morte de animais em propriedades de Serra Branca e outras cidades da região por conta da seca


A pouca chuva registrada no semiárido nordestino desde o ano passado pode comprometer já a produção de 2014. O rebanho de gado, cabras e ovelhas tem diminuído bastante, seja porque os animais morreram de fome ou porque a venda foi inevitável.

De Taperoá a Santa Cecília e de Queimadas a Serra Branca. Muda a localidade, mas não muda o impacto da seca que deixa a terra rachada, a carcaça jogada e o açude sem água. A pouca chuva é um elemento comum nos quatro municípios da Paraíba.

Não é de hoje que o Nordeste brasileiro sofre com a seca. A paisagem cinza por conta da falta de água pode até não ser novidade porque todo ano tem seca pela região. A diferença é que dessa vez, a situação resolveu ser mais duradoura e não deu tempo de a vegetação se recuperar. A seca de 2012 praticamente se encavalou com a de 2013, o que deixou a realidade ainda mais crítica.

O criador Luiz Gonzaga de Holanda, do município de Serra Branca, na região do Cariri, viu a diminuição do rebanho de ovelhas com a falta de comida. Os animais que restaram estão bem abaixo do peso ideal. “Tinha um rebanho de 120 ovelhas. Eu tive que vender no início da seca 50%. Um animal, por exemplo, que valia R$ 120,00, nós chegamos a vender a R$ 60,00”, diz.


Na propriedade é possível encontrar outras marcas deixadas pela seca. “Uma das árvores mais resistentes que temos é a algaroba. Dificilmente morre um pé de algaroba. Já morreram várias algarobas com a seca. Era para estar verde, mas, infelizmente, algarobas velhas morreram”, diz o Gonzaga de Holanda.
Com: Paraiba Mix

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